Vários grupos Mapuches no
Chile e na Argentina utilizam a luta armada como tática de autodefesa. Após
décadas de apelo pacífico, assassinatos e prisões, muitos mapuches adotam ação
direta: a Coordinadora Arauco-Malleco (CAM), a Resistência Mapuche Malleco, Resistencia Mapuche Lafkenche e a Weichan Auka Mapu (WAM).
A Coordinadora
Arauco-Malleco (CAM) é um grupo de autodefesa mapuche formado em 1998, no
Chile, formado por mulheres e homens mapuches com o objetivo de retomar as suas
terras ancestrais, o Wallmapu. O grupo é o que a tradição europeia do
anarquismo chamaria de grupo de ação direta. O grupo utiliza a tática de
incendiar caminhões com cargas de madeira ilegais e propriedades latifundiárias
invasoras das terras mapuches. O grupo
já entrou em conflito com os Carabineros chilenos. Em 2009, após uma ocupação,
um jovem mapuche de nome Jaime Mendoza Colio foi atingido mortalmente por um
disparo da polícia.
Weichan Auka Mapu
(WAM). Surgiu em 2013,
como dissidência da CAM. O grupo WAM utiliza a luta armada, incêndios
criminosos e outras táticas de lutas violentas. Em 2013, um casal de
latifundiários morreu em um incêndio provocado pelo grupo na propriedade em que
moravam. Celestino Córdova, machi mapuche, foi o único responsabilizado pelo
ato.
MAPUCHES ASSASSINADOS
NA DEMOCRACIA CHILENA
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