A esquerda só é oposição ou progressista dentro de sua ilusão. Para os povos da floresta e quilombolas, a esquerda é um outro tipo de colonialismo. No Brasil, muitas vezes os Partidos de esquerdas defenderam pautas e projetos maléficos para os povos orgânicos, fielmente arraigados à terra.
Inúmeras obras faraônicas causaram o genocídio de várias nações indígenas no Brasil. Muitas obras foram iniciadas em governos autoritários e continuadas pelos governos e partidos ditos democráticos. A construção da Transamazônica custou a vida de milhares de povos indígenas. Inúmeros seres humanos foram presos e torturados em campos de concentrações como o Reformatório Krenak na fazenda Guarani, MG. Os desastres ambientas em MG praticamente comprometeu para sempre a existência dos Krenaks e do Rio Watu.
Agora, o governo Lula (2022-2026) retoma o discurso civilizatório, modernizador e progressista ameaçando inúmeros povos tradicionais da floresta, ribeirinhos e quilombolas, desprezando os sábios e desesperados apelos contrários ao projeto de autoridades indígenas como Raoni e Ailton Krenak. Religiosamente, grande parte da esquerda não questiona os rumos que o seu ídolo vai trilhando na contramão do que pensam os povos da floresta.
E o discurso colonizador segue impunimente e tranquilamente disfarçado de progresso.
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