Margarida Maria Alves nasceu em Alagoa Grande, no agreste da Paraíba, no dia 5 de agosto de 1933. Foi uma líder camponesa corajosa e destemida na defesa dos direitos dos trabalhadores rurais das usinas de cana de sua região.
Trabalhou como rendeira e também na agricultura. Foi a primeira mulher a ser presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande. A outra mulher seria Maria da Penha, também na década de 1980. Margarida também ajudou a fundar o Centro de Cultura e Educação do Trabalhador Rural. A educação era vista por Margarida Alves como um importante arma na conscientização dos camponeses. O centro existe até hoje.
Margarida fundou também o Movimento de Mulheres do Brejo (MMB) que defendia os direitos das mulheres camponesas do brejo paraibano. Enquanto esteve à frente do Sindicato, Margarida ajudou e incentivou a abertura de ações jurídicas que visavam garantir direitos básicos dos trabalhadores. Foram centenas de ações em favor dos trabalhadores.
Estas vitórias aumentaram a ira do Grupo da Várzea, uma espécie de sindicato de latifundiários, fazendeiros, 4 usineiros e sicários que por décadas ameaçou e assassinou lideranças históricas, como João Pedro Teixeira. Em agosto de 1983, após inúmeras ameaças, Margarida foi assassinada dentro de sua casa por pistoleiros a mando do latifúndio local.
Seu filho e o seu marido presenciaram toda a ação. Margarida deixou um exemplo de coragem. Sua biografia ainda inspira pessoas de todo o Brasil. Em Brasília, A Marcha das Margaridas é um evento anual inspirado na luta de Margarida Maria Alves
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