1. De
forma geral, colonialidade é a repetição e manutenção de práticas
e conhecimentos que geram a ideia de que certos povos, línguas, continentes e
histórias são inferiores a outros
2. O contracolonialismo/anticolonialismo é um conjunto de práticas e teorias combativas que visa destruir
as sequelas de anos e anos de dominação colonial impostas aos povos asiáticos,
africanos, latinos, originários etc.
3.O contracolonialismo/anticolonialismocultura, nas
estruturas sociais e políticas de muitos países. Mais que isso: também estão
fincadas na mente e nos corpos das vítimas do processo colonial.
4. A
ideologia colonialista sempre se reinventa. Nas últimas décadas, o surgimento
de novos procedimentos estéticos deu novo fôlego a ideologia do “branqueamento”
no Brasil. Harmonizar também pode ser uma tentativa de omitir ou apagar traços
e ângulos corporais considerados “indesejáveis”.
5. Pessoas
progressistas também podem reproduzir ideologia colonialista, mesmo que não
percebam. Ser ateu, evolucionista ou vegan não isenta ninguém de práticas e
discursos racistas/colonizados.
6. Todos
aqueles que desejam, por exemplo, lutar contra o racismo, o genocídio
indígena/palestino e os neofascismos devem buscar novos fundamentos e fontes de
saberes fora da zona de conforto/conhecimento na qual estão acostumados.
7. Atitudes
e pensamentos contracolonialismo/anticolonialismo andam juntos. Pequenas ações e reflexões diárias
ajudam a destruir resquícios de colonialismos.
8. O contracolonialismo/anticolonialismo deseja fazer voltar para os povos silenciados os espaços de protagonismo e de voz ativa que sempre tiveram.
o O contracolonialismo/anticolonialismo é a destruição de estereótipos racistas persistentes.
10. o contracolonialismo/anticolonialismo é sentir outras melodias e ritmos. Ouvir Cesária Évora ou Taiguara é tão contracultural/rebelde quanto ouvir Rage Against The Machine ou Childish Gambino.
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