terça-feira, 7 de julho de 2026

AGRIPINO NAZARETH E A GREVE NA BAHIA (1919

 


Agripino Nazareth nasceu na capital Salvador, Bahia, em 1886. Era filho de Maria Bernardina Nazareth e de Antônio Agripino Nazareth, militar do exército. Devido a vida militar do pai, Agripino viveu em algumas províncias brasileiras: Paraíba, Amazonas, Pernambuco e Bahia.

De 1902 a 1907, Nazareth viveu em Recife com a família, onde estudou Direito na Faculdade de Direito do Recife. Também estudou direito em São Paulo onde se bacharelou em ciências jurídicas. Agripino escreveu para diversos jornais enquanto estudava sob os pseudônimos de Chacon Leite e Luigi Vampa. Viveu no Acre, onde foi delegado de polícia em Tarauacá. Na cidade, Agripino fundou uma escola noturna para a comunidade local.

Na capital federal do Brasil, Rio de Janeiro, Agripino foi um dos fomentadores da Insurreição anarquista de 1918, juntamente com Astrojildo Pereira e o anarquista baiano Fábio Luz. Perseguido no Rio de Janeiro, Agrupino se mudou para a Bahia, onde foi um dos cabeças das greves na capital Bahiana entre 1919 e 1921. Até 1919, Agripino Nazareth foi um socialista libertário. Após 1920, passou a se intitular socialista coletivista.

O advogado Nazareth ajudou a organizar o Primeiro Congresso dos Trabalhadores Baianos, realizado entre 14 e 20 de julho de 1919, reunindo 26 delegados de dez sindicatos. Também foi um dos que participaram da fundação da Federação dos Trabalhadores Baianos (FTB),

As greves gerais em Salvador mobilizaram milhares de operários e operárias bahianos, a imensa maioria negra. Em Salvador, Agripino fundou o jornal socialista libertário O Germinal (1919) e foi um dos fundadores do jornal A Voz do Trabalhador, de inspiração socialista revolucionária.

Em 1920, Agripino fundou o Partido Socialista Baiano. Em meados de 1921, Nazareth se associou aos advogados socialistas Maurício de Lacerda, Evaristo de Moraes (1871-1939), Nicanor do Nascimento (1871-1948) e Joaquim Pimenta (1886-1963), ao tipógrafo anarquista (depois comunista) espanhol Everardo Dias (1883-1966) e ao jornalista Afonso Schmidt (1890-1964) para fundar o Grupo Clarté brasileiro.

Agripino Nazareth morreu em 1961.

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