Galdino Jesus dos Santos foi um líder Pataxó Hã-Hã-Hãe do Sul da Bahia nascido em 1952. Foi um importante líder na luta pela reinvindicação de terras da aldeia Caramuru-Paraguaçu para o seu povo. A família de Galdino era de luta.
O pai Juvenal era uma importante e experiente liderança indígena pataxó. O tio Evangelista Bispo dos Santos também era um líder pataxó. Galdino Jesus teve um irmão assassinado a mando de latifundiários também por causa da luta pela terra. João Cravinho teve o corpo esquartejado a facão por capatazes de um latifundiário das imediações de Pau Brasil, Bahia.
Galdino lutou pela manutenção das tradições, como a toré, também era considerado um líder nato, tolerante com ideias divergentes. No dia 20 de abril de 1997, diversos povos indígenas de várias regiões do país estiveram em Brasília para pressionar o foverno federal. Galdino Pataxó se reuniu com lideranças de movimentos sociais, como o MST e CUT, e com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Após a reunião, Galdino Pataxó, cansado, sem dinheiro e sem conhecer ninguém na capital federal, acabou cochilando em um ponto de ônibus.
Eis que surgem 5 jovens de classe média da cidade e, como uma cena horripilante de “Laranja Mecânica”, ateiam fogo ao corpo de Galdino Pataxó. O motivo alegado pelos jovens foi: brincadeira. O líder pataxó teve 85% do corpo carbonizado e morreu poucas horas depois de dar entrada no hospital. A família de Galdino soube da morte do seu ente querido através das notícias.
Os assassino de Galdino são: Gutemberg Nader, Max Rogério Alves, Tomás Oliveira de Almeida, Eron Chaves Oliveira e Antônio Novely Cardoso Vilanova. Gutemberg Nader de Almeida Junior, um dos cinco assassinos do índio Galdino, foi nomeado para um cargo comissionado na PRF, em 2020, pelo então presidente Bolsonaro.
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